sábado, 1 de setembro de 2012

Me ame como eu te amo!




Ele é uma pessoa apaixonada. O coração palpita, o olhar se prende, as palavras se perdem. Sim, ele ama.

Naquele colégio, naquela sala de aula, ele olha fixamente para aquela pessoa que lhe causa tanto fervor (ou seria amor?)

O problema de nosso protagonista é que ele já tinha marcas desse sentimento não-correspondido.

A primeira pessoa em que se apaixonou também era daquela escola. Os sintomas do amor vinham a lhe perturbar, mas antes que ele pudesse se declarar apaixonado, seu primeiro amado ficou com sua melhor amiga. E agora?

O tempo virou remédio, os amantes viram amados e nosso amigo ganhou um novo amor.

Seu novo amado era do tipo "machão", daquele tipo popular que meninas suspiravam e meninos se espelhavam.

"Não, não quero ser igual a você - Quero você".

No início de mais um ano letivo, nosso herói resolveu se assumir para sua sala. Ele é bissexual.

E antes que ele pudesse se surpreender com a recepção positiva dos colegas, quem mais lhe chamou a atenção foi seu amado, que resolveu se aproximar dele.

E aí surgiu uma nova amizade. Um companheirismo, uma irmandade, um sentimento escondido.

Nas férias daquele novo ano, nosso protagonista chamou uma galera pra passar um final de semana na praia - e lógico, chamou o amado também.

Não aguentando mais conviver com aquele sentimento, ele contou toda a verdade pro amado.

O sentimento não foi retribuído, o amado queria ser apenas amigo.

Apelando para que o tempo agisse mais uma vez como remédio pra dor, nosso protagonista deixou os meses passarem e aceitou conviver com essa amizade. Melhor tê-lo como amigo do que não tê-lo, será?

No início deste ano, ele chamou mais uma vez os amigos para um fim de semana na praia. Desta vez, foram apenas ele, um amigo e o amado.

Entre conversas e bebidas, o amado queria ser pegador e ele aderiu à ideia.

Mas, o excesso de bebidas fez com que o amado passasse mal e todos voltaram pra casa.

Na casa de praia, o amigo ficou num quarto de solteiro e ele e o amado ficaram num quarto de casal - Eis o destino com sua ação proposital.

E o amado, que queria ser amigo, desta vez queria amor.

Tudo começou com insinuações. Eram olhares, toques, afetos. Aconteceu.

Era um amor quente, uma ação proibida, o íntimo de dois.

Mas, no dia seguinte, o amado voltou a ser amigo e de nada se lembrou.

Hoje, eles são amigos.

Alguns dizem que o amado é gay, outros dizem que ele apenas vê o nosso protagonista como irmão.

O fato é que tudo aconteceu, tudo existe.

Hoje, fica o apelo de uma história mal resolvida, de um amor que existe e está sem resposta:

"Não, não me trate como amigo, nem me chame de irmão. Me ame".

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